Bem, depois do primeiro post tenho pensando muito e conversado com algumas pessoas sobre a proposta do Blog. Acho importante, começar respondendo esta pergunta, pois já me fiz muitas vezes e outras vezes, fui questionada pelo outros.
Não, não sou contra a gastroplastia !
A experiência humana é singular seja no físico, na alma e no espírito.
Posso querer limitar ou definir a concepção que se tem Deus ?
Por que o mesmo medicamento tem um espectro de ação diferente de um organismo para outro ?
Falar dos sentimentos então é assunto para toda uma vida rs rs
Hoje eu estava pensando no psiquiatra Charcot que não se conformou com a definição da época, de que os pacientes histéricos deveriam ter um problema no nervo OU então era encenação. Ele (Charcot) não aceitou, foi pesquisar, ter mais contatos com estas pessoas até chegar à conclusão de não encenavam, mas que por trás de tudo havia traumas e outras coisas. Bem, para resumir (não sou especialista) ele influenciou o jovem Freud, que avançou mais que seu mestre e é considerado pai da Psicanálise.
Por isso, não sou contra e nem quero fazer apologia contra a redução de estômago, mas quero sim poder enxergar além, levar em conta a “minha” experiência e por que, não de outros ?! Tenho um grupo de amigas que fizeram a cirurgia e estão bem.
Elas estão mais magras, felizes, algumas conseguiram engravidar (a mulher obesa pode ter dificuldades em função do peso), outras fizeram plásticas... Enfim, suas vidas foram muito abençoadas pela cirurgia. E sou tão grata pelo carinho com que elas me acolhem e sempre se preocupam comigo. Me afastei do convívio com elas, por me sentir um ET no meio de tanta vitória. Me sinto culpada, confesso.
Penso: puxa eu nem reduzindo o estomago, quando estou muito deprimida penso mesmo é: me mutilei e nem assim emagreci.
Pouco a pouco, vou descobrindo que as emoções têm um papel muito relevante em todas as áreas de nossas vidas. Eu já sabia disto, sempre fiz terapia, amo psicologia e sei na pele que há doenças que são provocadas pelas emoções (psicossomáticas).
Só que descobri que não tinha a noção em toda sua plenitude.
Meu estomago tem capacidade para 20ml (é físico), mas o desespero por doce, a necessidade de abrir 1000 vezes a geladeira, aquela angustia que só brigadeiro de colher aplaca a tristeza e culpa após comer é algo que vai além do físico.
Por isso, é importante tratar as emoções, as dependências, os vícios, relações mal resolvidas, sonhos frustrados... Etc. Antes de achar que uma cirurgia vai resolver tudo. A maioria dos gordinhos sofreu muitos tipos de traumas. Não esqueço aqui das pessoas que tem problemas genéticos, hereditários... mas, além de ser minoria até a genética leva em consideração o ambiente para o desenvolvimento de algumas doenças.
Eu sei que já dei um bom passo ao reconhecer isto e procurar me abrir.
Bem, quero finalizar lembrando uma expressão de Jesus “sepulcros caiados” por fora a gente pode estar bonita, mas dentro pode ter tanta dor e escuridão. Ouvi de uma pessoa que está magra após a cirurgia, mas que agora desenvolveu bulimia.
Será que isto é estar feliz e ter qualidade de vida ?!
Kika
Olá Kika!!!
ResponderExcluirUma visão ímpar de uma "solução" para a obesidade, também passei por algo assim, em minha ansia de emagrecer procurei um especialista em gastroplástia, que digo que foi o médico mais sério que encontrei em meus 39 anos, que simplesmente riu de mim, e disse "QUER QUE EU FAÇA A CIRURGIA? ENTÃO ENGORDE MAIS 30KG!" naquela época eu pesava pouco mais de 117kg, e pensei eu venho buscar a "solução" para minha obesidade e o médico me pede para ENGORDAR ainda mais!
E antes de eu sair daquele consultório o médico me disse "Seu problema é fácil, vá correr, nadar ou andar de bibicleta" e fiz minha opção por correr e as vezes andar de bike desde então consegui eliminar de minha vida 34kg, tive minha história publicada na revista DIETA JÁ e já participei de mais de 110 corridas de rua, dentre elas três maratonas em São Paulo.
E lhe digo, devemos fazer de alguns eventos em nossa vida a largada para o sucesso daquilo que queremos, não desista e não se sinta diferente dos demais, vc é especial e sem dúvidas vc é capaz deste sucesso!
Neste caminho e nesta vida vc sempre irá ter aqueles que te apoiam e os urubus que apenas esperam vc fraquejar para te desmotivar e te puxar para baixo, não dê esse gosto para eles seja forte sempre !!!
Abraços !!!
http://porqueeucorro.blogspot.com/
Você tem razão de não querer impor tua experiência como regra e, ao mesmo tempo, abrir este espaço para enxergar além da cirurgia! para a dimensão emocional da relação com a comida.
ResponderExcluirVocê já teve êxito em emagrecer antes. O que te ajudou?
Isabelle
Oi Eduardo !!!
ResponderExcluirQue prazer conhecer você e sua história.
Foi muito gratificante sua visita e palavras de incentivo. Este médico foi muito sábio (exceção)
Já ouvi gente dizer: estou no regime da engorda para fazer a ciurgia.
Quando fiz foi de coração e muito frustrada por recorrer a esta intervenção.
Hoje, sei que a cirurgia nada pode fazer por aqueles que engordam por sua relação com a comida, por maus hábitos e por doenças emocionais em especial os comedores compulsivos.
A Jú Cavani nossa amiga em comum me falou do grupo de corrida.
Eu dei o primeiro passo ao sair do casulo da dor e frustação pelo resultado da cirurgia.
Mas, espero me breve caminhar e quem sabe correr ?!
Conhecer sua história e nossa interação só me anima a seguir.
Obrigada e por favor, divulgue para pessoas que precisam
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirIsabelle querida, sua pergunta me fez pensar muito hoje. Afinal fui capaz de perder 42 kilos com caminhada e reeducação alimentar.
ResponderExcluirAinda não estou certa da resposta.
Mas, foi um tempo que não tinha passado por algumas tragédia pessoais e na família.
Não sei, mas acho que isto me mudou para sempre.
Outra coisa é a depressão e o problema com sono. Hoje fui para faculdade, mas 10 minutos depois de estar no ônibus queria descer e voltar para minha casa.
Beijos e obrigada pelo carinho e apoio